Historia

O Inicio

A primeira formação do DeFalla contava com Carlo Pianta (baixo, embora seja guitarrista na Graforréia Xilarmônica), Edu K (vocal e guitarra), Biba Meira (bateria) e foi responsável pela gravação de no mínimo duas demos e uma participação na coletânea gaúcha Rock Grande do Sul (1986). Pianta deixaria o grupo pouco antes da gravação do primeiro disco, abrindo espaço para Castor Daudt (guitarra) e Flávio "Flu" Santos (baixo), ambos da extinta banda Urubu Rei (do atual produtor musical Miranda, que também contava com a Biba Meira).

Pelo selo Plug são gravados os discos Papaparty (1987) e It's Fuckin' Borin' to Death (1988), quando Biba Meira deixa o grupo cedendo a bateria ao então guitarrista Castor Daudt, e Marcelo Truda (ex-Taranatiriça, banda na qual Flu e Miranda já haviam participado) assume as guitarras ao lado de Edu K, gravando o ao vivo Screw You! (1989) pelaDevil Discos.

O único clipe desta fase Screw You! foi filmado ainda com a baterista Biba em 1989. Estranhamente a música faz parte somente do terceiro disco, o primeiro sem ela. A versão final do vídeo só foi ao ar em 1991, devido a dificuldades de edição.

 

Hollywood Rock 93

 

As mudanças musicais tornam-se evidentes com a guinada hard rock/heavy metal de Screw You!; em 1990 o DeFalla gravaria We Give a Shit! (Kickin' Ass for Fun) pelaCogumelo Records (importante selo de heavy metal responsável pelos primeiros discos do Sepultura), com sonoridade semelhante à bandas como Anthrax e Suicidal Tendencies.

Ainda pela Cogumelo, em 1992 sai Kingzobullshitbackinfulleffect92, que é uma fusão de MPB com rock, e funk, puxando mais para o hip hop. Também marcado pela entrada de4nazzo no cargo de guitarrista, é considerado o ápice da carreira do grupo por responder ao positivo recebimento crítico e um discreto sucesso na época.

A Revista Bizz de 1992 indicaria os prêmios de Melhor Grupo ao DeFalla, Melhor Disco ao Kingzobullshitbackinfulleffect92 e Melhor Letrista e Vocalista ao Edu K, além de consideráveis posições nas categorias Melhor Música Nacional (4º lugar) e Melhor Capa (2º lugar).

Nessa época é gravado o clipe com uma curtíssima versão de "It's Fuckin' Borin' to Death", música do disco homônimo, segundo da banda, que fora regravada noKingzobullshitbackinfulleffect92.

O bom acolhimento do álbum levaria o DeFalla a participar do Hollywood Rock de 1993 ao lado de bandas como Engenheiros do Hawaii,e as internacionais Red Hot Chili Peppers, Alice in Chains e Nirvana.

Logo em seguida o vocalista Edu K sai da banda e segue em carreira solo, sendo substituído por Tonho Crocco (atual vocalista da também gaúcha Ultramen). Nessa época o grupo se apresentava com o nome "D.Fhala" e lançam em 1995 o disco D.Fhala Top Hits, ficando temporariamente encerradas as suas atividades desde então.

 

Mutações Visuais e Musicais

Fire, o começo da mudança 

 

Já sem os integrantes originais, o vocalista e fundador do DeFalla Edu K retoma as atividades do grupo em 1996, na chamada fase "Fire" ou também "Marilyn Manson", por sua estética e sonoridade exóticas. Nesta época o DeFalla adere uma maquiagem pesada, androgina e o som bastante eletrônico, semelhante ao big beat do The Prodigy e ao rock industrial de artistas como Ministry, Nine Inch Nails, KMFDM e o próprio Marilyn Manson.

A banda era formada pelo remanescente 4nazzo, o baixista "Z" e a baterista Paula Nozzari (que mais tarde integraria o Cidadão Quem).

As músicas lançadas nessa época tiveram produção e mixagem de Eduardo Marote (produziu Skank, Cidade Negra, Pato Fu) em Nova Iorque. A ideia inicial de divulgação era de que o single seria prensado de maneira alternativa ou "pirata" (como definiu o próprio Edu); apenas 1000 cópias em vinil para uso de DJs. Porém, acredita-se que o material sequer fora lançado oficialmente. Uma sessão de fotos, algumas músicas e versões demos foram disponibilizadas no site oficial da banda (atualmente fora do ar) por volta de 1998.

Entre produções inéditas, boa parte das músicas consistia em regravações de canções do DeFalla como "Não me Mande Flores", "Screw You!", "Repelente" e "Sodomia" e covers inusitados como os de "Ray of Light" (Madonna), "That's the Way (I Like It)" (KC and the Sunshine Band), "Fire" (Jimi Hendrix) e "Raw Power" (The Stooges). Sabe-se que ao vivo foram executadas versões de algumas músicas do Bauhaus e Alien Sex Fiend.

Ao vivo a banda se apresentava com visual bastante excêntrico, usando maquiagem, vestimenta sado-masoquista e lentes de contato brancas. Musicalmente, os shows traziam sintetizadores pré-programados, além de bases de bateria eletrônica somadas a uma percussão de Paula Nozzari, que tocava de pé.

Por volta de 1998 Edu K também montou o projeto Porno Barbie Superstar, que gravou versões puramente eletrônicas de clássicos do rock.

 

A polêmica Popozuda Rock 'n' Roll 

 

Os próximos trabalhos definiriam-se por formações pouco sólidas, mudanças drásticas de estilo musical e estético, mas encaminhariam o DeFalla para o mainstream nunca antes conseguido, como a inclusão do grupo no ascendente cenário funkeiro carioca ao explorar o miami bass no disco Miami Rock 2000. O lançamento veicularia o hitPopozuda Rock 'n' Roll nas rádios e programas de TV de todo o país, duramente criticado por diversos fãs tradicionais da banda. As acusações apontariam que, apesar de todo seu histórico mutante, o DeFalla estaria "passando dos limites" ao aproximar-se da música comercial de maneira apelativa. Edu K justifica: "Popozuda é completamente AC/DC, se você tirar a batida. E é legal porque hoje a tocamos desse jeito, então talvez agora as pessoas possam entender porque o Miami era um disco de rock".

Mais tarde o DeFalla ainda arriscaria o glam rock e o hardcore melódico nos dois discos Superstar (lançado em 2001 e relançado em 2003) e Soda Pop (2003), este último não lançado oficialmente.

Ainda em 2004 o DeFalla retorna as palcos para um show comemorativo de 20 anos de carreira no Circo Voador com sua formação clássica (não sendo pela falta do guitarrista e baterista Castor Daudt). Contando com a participação dos guitarristas Rafael Crespo (ex-Planet Hemp) e Peu Sousa (ex-Pitty).

Em 2011, com a reunião da formação clássica (Biba Meira, Castor Daudt, Flávio "Flu" Santos e Edu K.) para um show de comemoração de 25 anos da banda, o DeFalla começou uma série de shows pelo país com esta formação, inclusive no festival "Porão do Rock" em Brasília ao lado de atrações internacionais.

DeFalla Reunion

 

Desde 2011, quando a banda retornou aos palcos, de forma definitiva e decididos a fazer o que faziam de melhor em seus trabalhos, iniciaram-se ensaios, gravações e desenvolvimento de ideias para uma novo disco. Ao longo dos anos, a banda sempre manteve a irreverência única de ser totalmente 'mutante' e é o que faz agregar os fãs de diferentes gerações: hoje em dias os fãs que assistiram aos primeiros shows da banda levam seus filhos para assistirem o Defalla.

A inclusão virtual e a criação de um website foi outro passo: no site está sendo refeito uma espécie de "timeline", com imagens de matérias publicadas pela imprensa, vídeos de programas de TV, publicações de gravações até então raras e disponibilizando o áudio de toda a sua discografia, com comentários sobre cada um dos discos. O site está sempre em atualização e sempre que existe alguma lembrança por alguns integrantes, é incluída. Portanto, todas as publicações "oficiais" ou de conhecimento da banda estão contidas no website.

Projeto: 'Monstro' 

 

Os dois primeiros discos da banda com a 'formação clássica' são tão importantes quanto toda a discografia, o que diferencia é a forma como foi composto. No disco novo esta mesma sincronia está de volta. A produção é assinada por Edu K e todo o empenho está sendo patrocinado pela própria banda e os fãs que porventura ajudam com a divulgação, fotos, vídeos e informações.

No novo disco, que trás uma nova proposta musical, o auto-cunhado estilo pós-prog, a banda utiliza o estúdio como instrumento usando e abusando do experimentalismo de maneira similar ao outras bandas (mundialmente conhecidas) das décadas de 60 e 70, com uma dose cavalar da modernidade do século 21.

Todos os discos da Banda são distintos e é isto que faz o DeFalla ser o que é. Neste novo trabalho, bem mais complexo, prometem surpreender seus fãs. Das faixas que estão sendo preparadas, já podemos prever pelo menos 3 'hits' candidatos a tocar inclusive nas rádios mais populares do Brasil.

A maturidade adquirida com os anos de palco e estúdio fazem deste novo disco uma grande obra, em razão da dedicação que tem sido desprendida para este novo trabalho.

Curiosidades

O grupo conquistou projeção no âmbito nacional através do disco Zero e Um (na época com Nô na bateria e Hóspede como segundo guitarrista), lançado pela Deckdisc, em 2004, com produção de Rafael Ramos e mixado por Ryan Greene, responsável por faixas-símbolo do hardcore mundial.

Integrantes

Formação Original 

 

Edu K - vocal, guitarra

Carlo Pianta - baixo

Biba Meira - bateria

Formação Clássica 

Edu K - vocal, guitarra, beatbox e scratch

Castor Daudt - guitarra, violão e bateria

Flávio "Flu" Santos - baixo e moog

Biba Meira - bateria

Discografia

Coletâneas 

Rock Grande do Sul (1986)

No Major Babies (1995)

Raridade Plug (1996)

Hot 20 (1999)

Domingo Legal 2000 (2000)

Explosão Tekno Funk (2000)
 

Álbuns de estúdio 

 

Papaparty (1987) - Link

It's Fuckin' Borin' to Death (1988) - Link

Screw You! (1989) - Link

We Give a Shit! (Kickin' Ass for Fun) (1990) - Link

Kingzobullshitbackinfulleffect92 (1992) - Link

D.Fhala Top Hits (1995) - Link

Miami Rock 2000 (2000) - Link

Superstar (2002) - Link
 

Álbuns ao vivo 

Ao Vivo no Espaço Mambembe (1988) - Link

Screw You! (1989) - Link

Ao Vivo em São Paulo (1991) - Link

Ao Vivo no Teatro Mars (1993) - Link

Ao Vivo no Groove (2002) - Link

EPs 

Demo Tape (1986) - Link

Megablasts from Hell (1991) - Link

Fire (1998) - Link

With This Disk We Shall Become the Rulers of the Universe (1999) - Link

Soda Pop (2003) - Link

                                                                                                                                 Videos

 
 
 
 
 

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