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História      

O Começo no The Who

 

Inicialmente Moon tocava no mesmo estilo de bandas norte-americanas de surf rock e R&B, utilizando ritmos e preenchimentos de ambos os gêneros, mas tocando mais alto e com muito mais autoridade. Ele também foi bastante influenciado pelo baterista de jazz Gene Krupa. Inspirado numa conversa que teve com Ginger Baker, Moon passou a usar um kit de bateria duplo no final de 1965. Na banda, o guitarrista Peter Townshend mantinha o tempo, JP que trabalhava de maneira acentuadamente rítmica, enquanto Moon e o baixista John Entwistle solavam no topo desta base. As composições de Townshend ganhavam vida nova após ele apresentá-las a Moon e Entwistle, que transformavam as músicas em algo completamente novo e inesperado com suas técnicas distintas de tocar.

Personalidade Destrutiva

 

No comeуo da carreira do The Who a banda adquiriu a reputação de destruir seus instrumentos no final de cada show. Moon demonstrava um zelo particular quanto a esta atividade, chutando e quebrando sua bateria com vontade. Fama de destruidor Moon não tardou a ganhar a reputaсão ter uma personalidade destrutiva. Ele era conhecido por acabar com quartos de hotel, casas de amigos e atá mesmo sua própria residência, jogando com frequência móveis pelas janelas e destruindo banheiros com fogos de artifício. Estes atos eram quase sempre provocados pelo consumo de drogas e álcool mas, na maioria do tempo, Moon estava simplesmente dando continuidade ao estilo de vida pelo qual se tornou famoso. Uma das histórias mais conhecidas narra a festa de seu 21º aniversário: na ocasião, ele conduziu um Lincoln Continental direto para dentro de uma piscina - trata-se de uma controvérsia a veracidade ou não dos fatos, com Tony Fletcher, biógrafo de Moon, negando o episódio, enquanto Roger Daltrey afirma ter presenciado o prejuízo de 50 mil dólares. Mas devido a seu bem conhecido comportamento, não é difícil imaginar como uma história como essa pode ser propagada. Em 1970, Moon se envolveu em um incidente na saída de um pub em Londres, quando seu motorista e guarda-costas, Cornelius "Neil" Boland, foi atropelado e morto. Boland havia saído do carro para tentar conter um tumulto quando foi derrubado; Moon, desesperado, guiou para longe dali, só descobrindo quilômetros mais adiante o corpo do motorista preso nas engrenangens do automóvel. Embora um subsequente processo judicial tenha declarado a inocência de Moon, o baterista se culparia pelo acidente pelo resto de sua vida. O apetite de Moon pela vida alucinada custaria posteriormente a deterioriсão de suas habilidades na bateria e a confiança de seus companheiros de banda na sua capacidade como instrumentista.

 

Trabalhos fora do Who

 

Embora o trabalho com o The Who dominasse a carreira de Moon, ele chegou a participar de alguns projetos paralelos. Em 1966, Keith juntou-se ao guitarrista Jeff Beck do Yardbirds e com os futuros Led Zeppelin (Jimmy Page e John Paul Jones) para gravar uma instrumental, "Beck's Bolero", lançada no final daquele mesmo ano.

Em 1967, Moon foi convidado pelos Beatles para participar do coro da canсão All You Need Is Love, numa apresentaсão ao vivo na primeira transmissão mundial via-satélite, em 26 países simultaneamente. A apresentaсão foi transmitida ao vivo do lendário estúdio Abbey Road e contou também com as participantes Mick Jagger, Eric Clapton, Marianne Faithfull e Graham Nash no coro do refrão da música.

Em 1975 ele lançou seu primeiro e unico álbum solo, uma coleсão de covers de canções pop chamada Two Sides of the Moon. Curiosamente Moon resolveu assumir o papel de cantor, enquanto a bateria foi relegada a outros músicos, como Ringo Starr e Jim Keltner.

Em 1971 Moon fez uma participação especial no filme 200 Motels de Frank Zappa.

Ele voltaria ás telas com That'Il Be the Day de 1973, e tambжm no filme Tommy, de 1975.

 

Morte

 

A última noite de Keith Moon foi como convidado de Paul McCartney na estreia do filme The Buddy Holly Story. Depois de jantar com Paul e Linda McCartney, Moon e sua namorada, Annette Walter-Lax, deixaram a festa mais cedo e retornaram a seu apartamento em Curzon Place, Londres. Ele morreu dormindo, consequência de uma overdose do medicamento que ele estava usando em seu tratamento contra o alcoolismo. O laudo do legista apontou 32 pílulas de Heminevrin em seu organismo, 26 delas ainda não dissolvidas. O apartamento na Curzon Place havia sido emprestado a Keith por seu amigo Harry Nilsson. Coincidentemente, "Mama" Cass Elliot (vocalista do The Mamas and The Papas) morrera no mesmo apartamento quatro anos antes. Amargurado com a perda de dois amigos, Nilsson nunca mais retornou ao local, posteriormente vendendo o apartamento a Pete Townshend. O corpo de Keith Moon foi cremado em 13 de setembro de 1978 no Golders Green Crematorium em Londres e suas cinzas espalhadas no jardim do mesmo local que foi cremado.

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